

Sou efeito de uma jornada enquanto analisante, onde cada etapa da minha vida marca a elaboração de habilidades subjetivas necessárias para o momento atual. Além do empenho como analisante, a participação contínua em diversos grupos de estudos com diferentes instituições faz parte da minha rotina.
Sigo o princípio lacaniano que nos convoca a analisar os mais diversos sofrimentos através do prisma estrutural do inconsciente. Essa forma de abordagem proporciona outra maneira de nos relacionar com as mais diversas formas de sofrimento como: ansiedade, tédio, angústia, depressão, lutos, repetições, compulsões, questões sexuais, medos, inibições, dificuldades de comunicação etc.
Meu compromisso é com a escuta (leitura) atenta, com o sigilo absoluto e com o respeito pelo tempo lógico que cada sessão exige. A psicanálise não oferece soluções rasas, pois trabalha com aquilo que resiste e insiste em repetir. É um trabalho elaborativo que exige tempo e dedicação, mas que permite transformações reais e sólidas.
Klaus Lamota
Psicanalista Lacaniano
Minha Abordagem
Psicanálise Lacaniana.
A psicanálise lacaniana é um método terapêutico que trata o sofrimento psíquico através da palavra. Partindo do pressuposto de que o inconsciente é estruturado como linguagem, através da fala do analisante, produzida em sessão, o analista escuta (leitura) o inconsciente afim de identificar padrões discursivos que revelem correlações desconhecidas causadoras de sofrimento.
Assim, o processo analítico visa a identificação e reelaboração de cadeias significantes que sustentam repetições, sintomas e conflitos subjetivos, para que surja como resultado a construção de uma nova maneira de pertencimento ao laço social.

Como é fazer análise?
A análise começa quando você se propõe a falar. Falar sobre o que te ocupa, te perturba, ou simplesmente sobre o que te atravessa e repete. Falar sem edição, sem escolher as palavras ideais, sem hierarquizar assuntos é a maneira ideal de lidar com sua análise. É nos tropeços da fala, dos lapsos, nas repetições involuntárias, que o inconsciente se faz manifesto.
Os sintomas são manifestações daquilo que faltou simbolização, e a repetição se faz presente até que a elaboração proporcione novas interpretações. A análise é o ambiente catalítico ideal para dar palavra ao que se apresenta como sofrimento.
Meu trabalho é escutar (ler) o que está sendo dito para além do que você acredita estar dizendo. A enunciação oculta na sua fala me revela os significantes que estruturam as rupturas no discurso e os paradoxos que você não percebe.